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domingo, 12 de agosto de 2012

5 breves notas para a próxima copa




ei, publicitários, essa é pra lembrar: quero essas meninas me vendendo carro, desodorante, plano de celular, refrigerante. chega de neymar!
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se é pra insistir, numa equação esférica, errar é o mano, isso eu já sabia, desde a copa américa.
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os meninos da seleção que levaram a prata são dezoito, mais a comissão, o cabeleireiro e o mordomo, fora os presidentes de federação. agora, o que ganharam: não é a mesma prata do esquiva falcão?
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não falo palavrão em vão. mas, olha, seu baitinga, esse vice do brasil com o méxico, puta que pariu. caralho. fela duma gringa. pronto, já saiu. quer mais? vai catar piolho lá em tabatinga.
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neymar cai tanto que fechou com a tim. cai a tarde, janto sopa de aipim. cai a chuva enquanto converso com ela. cai a linha, o rei, o preço do amianto. e o sereno vem caindo. 

só não cai o pranto.

sábado, 21 de abril de 2012

Charada à base de toantes


você estava nua e a rebentação por trás. você tinha três piercings, ninguém mais. seu nome era joana, mas também clara. você ouvia em inglês, e não falava.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Um dia recompor-se em nossas bocas

Juan Muñoz, Shadow and Mouth, 1996

Babilônia

Nossas palavras sentidas
embaladas a vácuo
penando pelas ruas
quando a madrugada
cede ao dia – há pombos
em excesso e algum lixo
nas esquinas do bairro
e o céu vai bonito de chuva
o ônibus desce no rumo da praia –
nossas palavras, ainda hesitantes
entre a árvore e o elevador
sonham um dia retornar
a nossas bocas


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